Expert norte-americano detona pôster da Copa: raso, preguiçoso e comercialmente ruim

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O pôster oficial da Copa do Mundo de 2014, divulgado na quarta-feira, no Rio de Janeiro, é uma coletânea de símbolos que tentam montar uma identidade brasileira, relacionado o mapa do país com o futebol. Este é o discurso dos criadores da peça, do comitê organizador e da Fifa. 

Mas o designer norte-americano Felix Sochwell, diretor de arte com passagens por empresas como DDB e Ogilvy, tem uma visão bem diferente. Embora afirme que o pôster não é a pior peça gráfica do Mundial, ele fez duras críticas ao material, criado pela Agência Crama e vencedor de um concurso que tinha como tema “Um país inteiro a serviço do futebol: Brasil e futebol, uma identidade compartilhada”. 

Fanático por futebol e torcedor da seleção brasileira, Sochwell foi convidado pelo ESPN.com.br a analisar o pôster. Ele prontamente atendeu a reportagem; o relato do expert norte-americano está abaixo:

“Não é um pôster incrivelmente inspirador, mas já vi piores. O fato é que o logo da Copa-2014 já causa uma reação terrível, por causa do processo que levou àquele monte de lixo. Giselle Bundchen é uma mulher extremamente bonita. Mas ela não pode estar na comissão julgadora de uma marca assim. [A modelo foi parte da comissão julgadora que escolheu o logo da Copa]

Tenho certeza de que os presidentes e diretores de Budweiser, Coca Cola e McDonald’s (todos parceiros da Fifa) não ficam ligando para Ryan Seacrest para pedir sua opinião a respeito das fontes e serifas que eles usam desde as primeiras décadas do século 20. A Fifa conseguiu o que queria: uma grande confusão.

Da perspectiva do design, eu consigo ver a “grande” ideia aqui, que é simplesmente o contorno do mapa do Brasil. Então “Os jogos serão no Brasil” é o mais profundo que conseguimos enxergar conceitualmente.

Em termos de estilo, fomos brindados com um tutorial de ferramentas para duplicação. Como designer ou ilustrador, posso dizer que isso é preguiça. Primeiro, você desenha cada peça, depois mede cuidadosamente onde ela entra. Mas aqui você vê que um grão, uma flor e uma folha foram desenhados e depois duplicados para poupar tempo. Os efeitos, em geral, mostram descuido, falta de individualidade e estética. A estética aqui pode ser descrita como “computador”. 

Ainda mais impressionante do que o conceito e os detalhes do pôster é a ideia de que cada patrocinador tem de acomodar seu logo neste molde de pena de pássaro. Ou talvez sejam as fezes de um pássaro, meio derretidas pelo sol. Alguns poucos patrocinadores se beneficiam por terem logos horizontais, mas há outros que não têm a mesma sorte. Imagine você patrocinar uma Copa do Mundo e não conseguir mostrar seu logo no pôster oficial? Eu estarei gritando “Oi!” se fosse um diretor da Oi, seja lá o que for esta empresa. 

 

Por fim, vamos analisar a fonte tipográfica desenhada para o evento. Elas parecem ter sido criadas por um programa baseado em vetores; as curvas e os detalhes que normalmente aparecem em um desenho deste nível caíram por terra. Com quem esse padrão gráfico conversa? Com crianças? Ele só funciona um pouco porque tem um pouco de balanço e delicadeza. Mas, como o logo e os materiais relativos, não é algo que deva ser levado muito a sério.”

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